Thursday, November 06, 2008

Água do Bengo - II

Para os apreciadores e amantes de Angola, aqui coloco estas fotos de Luanda nos anos 60 (créditos para o site Recordação em Fotos) e um poema sobre Luanda (créditos para o site Reviver Estórias).

Uma foto da Marginal de Luanda (anos 60), com o banco de Angola em primeiro plano, o ao longe o prédio Campeão e o porto de Luanda.

A ponte para a ilha, passando pela Restinga, onde haviam algumas boas cervejarias e começam as praias que se estendiam até à praia de S. Jorge, no fim da ilha.

A bela marginal de Luanda e a avenida Paulo Dias de Novais, nos anos 60.

A Mutamba, com o edificio das Finanças á esquerda, para além de ser o ponto central de quase todos os maxibombos, era um ponto de encontro de pessoas sob as arcadas ou na esquina sul, onde havia um bazar onde se comprava de tudo, incluindo as célebres camisas casca de ovo, feitas em Macau. Do lado oposto às Finanças, era o edificio do Municipio, com acesso através de larga escadaria em pedra.

O antigo cinema Tropical, das tardes dançantes, onde se podia ver o filme sentado numa mesa de café, bebendo uma canha e fumando um cigarro, perto do liceu Salvador Correia (foto recente).

LEMBRAR LUANDA
Luanda, terra do meu crescer,
Da minha inocência perdida,
Por ti andarei sempre a sofrer,
O resto do tempo da minha vida.

Da minha terra tive saudades,
E por ela um dia já suspirei,
Hoje lembro as minhas idades,
Das mocidades que aí passei.

Sinto a falta dos teus cheiros,
Das noites de brisas quentes,
Dos meus bons companheiros,
Das lindas mulatas ardentes.

A sombra das tuas palmeiras,
A marginal linda e reluzente,
Longas noites de cavaqueiras,
As esplanadas cheias de gente.

Tuas praias de areal sem fim,
S. Jorge, Barracuda, Tamar,
De dia percorridas por mim,
À noite estendidas pra amar.

Tardes dançantes no Tropical,
As noites do Iate e Flamingo,
Teatro no Avenida e Nacional,
Os cinemas cheios ao Domingo.

Teu crepúsculo em tons raiados,
Luas de prata na baía a brilhar,
Os miradouros dos namorados,
O silêncio da cidade a acordar.

Será que ainda voltarei a ver,
Luanda, terra do meu encanto,
E nas tuas ruas poder verter,
Minhas lágrimas, meu pranto!

Mas meu desejo já está feito,
A minha sepultura será o mar,
Regressarei assim ao teu peito,
E em teus braços me aconchegar!

A TI LUANDA dedico este meu poema.
Saudações e Inté (Do site Reviver Estórias.)

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