Sunday, March 03, 2013

Manifestação 2 de Março 2013

















Algumas fotos da manifestação de ontem. A última é do "drone" que esteve a fotografar o pessoal ao fim da tarde.

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Sunday, March 30, 2008

Feira da Ladra - 1884



Imagens de "Feira da Ladra" - Guias de Lisboa pelos Olisipógrafos, 1990.

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Saturday, March 29, 2008

Feira da Ladra - Hoje


Um pouco de tudo, como uma manta de retalhos.

Detalhe de artigos de vidro e cerâmica.

Miscelânea de velharias e antiguidades.

O Snr. Manuel (ao centro) vende livros, gravuras e revistas antigas.

Até a paragem de autocarros não escapa à realização de "negócios".

Depois de um intervalo longo, devido a vários condicionalismos incontornáveis, e depois de uma incursão matinal ao Campo de Stª Clara, mais concretamente à Feira da Ladra, onde fiz algumas fotos ocasionais, resolvi retomar a actividade neste blogue.

Para quem não sabe, a Feira da Ladra tem origem na Idade Média, século XIII, sendo o mais antigo mercado de Lisboa. É situado no Campo de Santa Clara, na freguesia de São Vicente de Fora desde 1882 e funciona todas as terças feiras e sábados de manhã. O regulamento de funcionamento pode ser lido aqui. In english you can read here the Frommer's Review.

A Feira da Ladra também mereceu dois poemas/canções:

"É terça-feira"
Sérgio Godinho

É terça-feira
e a feira da ladra
abre hoje às cinco
de madrugada

E a rapariga
desce a escada quatro a quatro
vai vender mágoas
ao desbarato
vai vender juras falsas
amargura
ilusões
trapos e cacos e contradições

É terça-feira
e das cinzas talvez
amanhã que é quarta-feira
haja fogo outra vez
o coração é incapaz de dizer
"tanto faz" parte p´ra guerra
com os olhos na paz

É terça-feira
e a feira da ladra
quase transborda
de abarrotada

E a rapariga
vende tudo o que trazia
troca a tristeza
pela alegria

E todos querem
regateiam amarguras
ilusões
trapos e cacos e contradições

É terça-feira
e das cinzas talvez
amanhã que é quarta-feira
haja fogo outra vez
o coração
é incapaz
de dizer
"tanto faz"
parte p´ra guerra
com os olhos na paz

É terça-feira
e a feira da ladra
fica enfim quieta
e abandonada
e a rapariga
deixou no chão um lamento
que se ergue e gira
e roda com o vento
e rodopia
e navega
e joga à cabra-cega
é de nós todos
e a ninguém se entrega

É terça-feira
e das cinzas talvez
amanhã que é quarta-feira
haja fogo outra vez
o coração
é incapaz
de dizer
"tanto faz"
parte p´ra guerra
com os olhos na paz

Nova Feira da Ladra
Carlos do Carmo
Composição: Ary dos Santos


É na Feira da Ladra que eu relembro
uma toalha velha, toda em linho,
que já serviu uma noite de Dezembro,
e agora cheira a Setembro,
como o Outono sabe a vinho.
Não valem muito mais que dois pintores
os quadros das paisagens
que eu já sei,
mas valem, pelos frutos, pelas flores
que em São Vicente das Dores,
fora de mim, eu pintei.

O que é que eu vou roubar à Feira?
Um beijo de mulher trigueira.
Aqui um coração, ali uma gravura.
É a Feira da Ladra ternura.
O que é que eu vou trazer da Feira?
Um corpo de mulher braseira.
Aqui está um lençol, bordado como dantes.
Esta Feira da Ladra é dos amantes.

E na Feira da Ladra nos vingamos
dum pouco desse tempo que morreu.
Em cada botão velho que compramos
há sempre uma corja de amos
que em Abril, Abril venceu.
Agora não compramos velharias,
tudo passado é lastro do futuro.

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Sunday, January 29, 2006

"Está a nevar em Lisboa."


Carro eléctrico coberto de neve nos Restauradores (1945).

BALADA DA NEVE
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime
e traça na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.

Augusto Gil

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Wednesday, November 02, 2005

Terramoto de Lisboa

Sobre o terramoto de há 250 anos em Lisboa, convém acompanhar com atenção "O Pequeno Blogue do Grande Terramoto", de Rui Tavares.

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Tuesday, November 01, 2005

Poem on the Lisbon Disaster (1756)

The whole of Europe was stirred by the news of the disaster. There was an outpouring of scientific and religious controversy over it (mixed with prophecies of general doom). And in the weeks following the earthquake Voltaire was fired to write his famous Poem on the Lisbon Disaster or an Examination of the Axiom ‘All is well’ (his ‘sermon’, as he called it to friends) in which he used the disaster as conclusive argument against what he saw as the shallow optimism of Pope’s ‘Whatever is, is right’.

UNHAPPY mortals! Dark and mourning earth!
Affrighted gathering of human kind!
Eternal lingering of useless pain!
Come, ye philosophers, who cry, "All’s well,"
And contemplate this ruin of a world.
Behold these shreds and cinders of your race,
This child and mother heaped in common wreck,
These scattered limbs beneath the marble shafts—
A hundred thousand whom the earth devours,
Who, torn and bloody, palpitating yet,
Entombed beneath their hospitable roofs,
In racking torment end their stricken lives.
To those expiring murmurs of distress,
To that appalling spectacle of woe,
Will ye reply: "You do but illustrate
The Iron laws that chain the will of God"?
Say ye, o’er that yet quivering mass of flesh:
"God is avenged: the wage of sin is death"?
What crime, what sin, had those young hearts conceived
That lie, bleeding and torn, on mother’s breast?
Did fallen Lisbon deeper drink of vice
Than London, Paris, or sunlit Madrid?
In these men dance; at Lisbon yawns the abyss.
Tranquil spectators of your brothers’ wreck,
Unmoved by this repellent dance of death,
Who calmly seek the reason of such storms,
Let them but lash your own security;
Your tears will mingle freely with the flood.

See the complete poem here.

Voltaire, Poèmes sur le Dèsastre de Lisbonne et sur La Loi Naturelle avec des Prefaces, des Notes etc., Genève, n.d. [1756]. Reprinted from Selected Works of Voltaire, edited and translated by Joseph McCabe, Watts and Co., London, 1911.

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250th Aniversary of the 1755 Lisboa Earth Quake


Images from the Kozak Collection

The earthquake began at 9:30 on November 1st, 1755, and was centered in the Atlantic Ocean, about 200 km WSW of Cape St. Vincent. The total duration of shaking lasted ten minutes and was comprised of three distinct jolts. Effects from the earthquake were far reaching. The worst damage occurred in the south-west of Portugal. Lisbon, the Portuguese capital, was the largest and the most important of the cities damaged. Severe shaking was felt in North Africa and there was heavy loss of life in Fez and Mequinez. Moderate damage was done in Algiers and in southwest Spain. Shaking was also felt in France, Switzerland, and Northern Italy. A devastating fire following the earthquake destroyed a large part of Lisbon, and a very strong tsunami caused heavy destruction along the coasts of Portugal, southwest Spain, and western Morocco.

Shortly after the earthquake struck the great city, a series of huge tsunami waves crashed over the harbor quays, engulfed the lower part of Lisbon on the shore of the Tagus, and submerged much of the lower part of the city - including its newly built, marble quay of Cais De Pedra which disappeared into the river.

The first three of these tsunami waves were the largest and completed the destruction brought about by the two earlier strong quake shocks. 20,000 more of the terrified survivors who had rushed to the open space of the docks and the waterfront quay for safety, lost their lives to these tsunami waves. All boats moored in Lisbon's harbor were destroyed.

See more about the Lisbon Earthquake here and here or here.

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Monday, October 31, 2005

Bairro Alto by New York Times


Michael Barrientos for The New York Times

Now Playing in Lisbon: The Late, Late Show
By ANDREW FERREN
Published: October 30, 2005

IT is midnight on a Saturday in the Bairro Alto, Lisbon's famously raucous High Neighborhood, but the only thing moving is the laundry fluttering in the breeze between the balconies of the grand but dilapidated buildings that line the streets. A few plaintive strains of fado, the distinctly mournful songs of longing that are said to define the collective Portuguese character, waft out of the small neighborhood restaurants geared to tourists. Some cafes and bars are open, but the feeling is that things are winding down, not up.

Don't be fooled. Navigating these lanes an hour later will require a very reduced definition of "personal space" to make any headway through streets teeming with enough high-spirited Portuguese youth to make one doubt - even granting that you may already be seeing double - if this can really be a country of just 10 million people.

See the complete article here

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Thursday, May 12, 2005

274º Aniversário do Aqueduto das Águas Livres

Em 12 de Maio de 1731, foi autorizada, por alvará régio de D. João V, a construção do Aqueduto das Águas Livres. Em 1748, a infra-estrutura de 35 arcos entra em funcionamento, abastecendo de água a cidade de Lisboa. A extensão do Aqueduto, incluindo todos os seus ramais é de 58.135 metros. Em 1967, o Aqueduto deixou de funcionar. Fonte: Museu da Água

Para além de ter proporcionado durante o dia de hoje uma visita guiada grátis ao Aqueduto, o Museu da Água ofereceu uma cópia impressa em tela, do alvará de 1748. Eu fui um dos felizes contemplados.

Outras actividades programadas são: Noite dos Museus -14 de Maio- Com o visionamento do pôr-do-sol (às 21:00) no Aqueduto e observação de animais no Parque de Monsanto e Dia Internacional dos Museus - 18 Maio - Passeio pela rua da sétima colina até ao jardim do Principe Real, passando pelo Aqueduto.

Apareça, não fique em casa.

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Comemora hoje 274 anos


Lisboa - Aqueduto das Águas Livres (hoje) Posted by Hello

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Lisboa - Aqueduto das Águas Livres (hoje) Posted by Hello

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